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De onde surgiu o nome
Beeshop? E porque resolveu assinar o projeto com outro nome? Tem várias bandas que eu gosto
que têm nomes próprios. Emery, Owen, Copeland, Anberlin. Eu queria que a
minha se chamasse Bishop. Mas Bishop com "i" seria um porre para
encontrar em sites de pesquisa, por se tratar de um sobrenome tão como
comum como o Silva, em países de língua inglesa. Aí eu mantive a
sonoridade do nome, trocando o "i" por dois e's. Aí acabou
ficando meio "loja de abelhas", o que eu não acho totalmente
ruim, hehe. Por qual motivo optou em lançar
esse projeto cantando músicas em inglês? Eu sempre escrevi uma músicas
em inglês, mas nunca tinha levado isso muito a sério. Não sei ao certo
quando que eu decidi que seria em inglês. Acho que foi quando estava começando
aquela febre do MySpace, em 2005-2006 e eu queria entrar em contato com o
pessoal das bandas que eu ouvia muito na época, tipo Mae, Copeland e
Anberlin. Aí gravei um cover de Copeland e lancei-o no
MySpace.com/beeshopmusic. Tudo começou ali. Aí comecei a escrever músicas
nessa linha indie-acústica e os fãs de Fresno, e pessoas que nem eram tão
fãs assim foram curtindo. Aí peguei gosto pela coisa e passei a escrever
em inglês com maior frequência. Não sei se é mais fácil, talvez seja,
pois o rock que a gente ouviu a vida inteira era feito em inglês Quais são as suas influências
para este projeto solo? Esse disco teve influências que
abrangem coisas totalmente distantes, como bandas oitentistas como New
Order, The Cure, até clássicos como Queen e Beatles, passando por
sonoridades mais atuais, tipo Dallas Green, Copeland, etc. Então,
basicamente, o disco é uma salada de todas as bandas que eu ouvi nos últimos
15 anos. É muita coisa. Chega a ser difícil de acompanhar. De onde vem suas inspirações
para compor suas músicas? Escrever é como uma terapia pra
mim. Eu transformo meus problemas numa espécie de mantra que eu canto
tantas repetidas vezes, que eles acabam por ser melhor ‘digeridos’, na
minha cabeça. Você pretende seguir turnê
pelo país com esse projeto? A minha intenção com o Beeshop
é divulgar o disco fazendo alguns shows em cidades específicas, pra
mostrar o trabalho, que é uma outra faceta minha como músico e compositor.
É uma realização pessoal, que eu fiz no meu tempo livre, e para a qual eu
dedicarei o meu tempo livre. A prioridade será sempre a Fresno. Será possível conciliar
esse projeto com a agenda da banda Fresno? A Fresno está trabalhando como
nunca. Jamais trabalhamos tanto, como estamos trabalhando nesse disco que
está sendo gravado desde janeiro. Um processo lento e minucioso, no qual
estou depositado cada gota do meu sangue, pois quero que seja a nossa
obra-prima. O álbum, por enquanto, se chama "Revanche" e tem 13 músicas.
Conciliar os dois projetos será uma coisa que vai depender da minha saúde
mental e física, pois sei que seria sobre-humano levar com o mesmo empenho
as duas coisas Os integrantes da banda tem
apoiado você neste projeto? Não só, como eles também
tocaram no CD, ajudaram em muita coisa no estúdio. Não tem como ser
diferente. É verdade que este disco será
distribuído fora do país? Ainda não temos nada acertado. Com esse trabalho você
espera atingir outros públicos? Por enquanto,
o público do Beeshop é composto por fãs de Fresno. Mas quando eu terminei
de fazer o disco, eu percebi, e meus amigos mais próximos também, que as músicas
têm grandes chances de cair no gosto de um pessoal mais adulto, que gosta
de ouvir algo mais suave no player do carro, assobiando. Já mostrei pra
algumas pessoas sem dizer que era eu cantando e as pessoas realmente
acreditavam que se tratava de um novo hype americano. Bom, mas isso é uma
coisa que somente o tempo dirá. Deixe um recado para o site
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