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LUCAS SILVEIRA, VOCALISTA DA BANDA FRESNO FALA COM EXCLUSIVIDADE SOBRE SEU NOVO PROJETO SOLO BEESHOP!


Fotos/ Divulgação

De onde surgiu o nome Beeshop? E porque resolveu assinar o projeto com outro nome?

Tem várias bandas que eu gosto que têm nomes próprios. Emery, Owen, Copeland, Anberlin. Eu queria que a minha se chamasse Bishop. Mas Bishop com "i" seria um porre para encontrar em sites de pesquisa, por se tratar de um sobrenome tão como comum como o Silva, em países de língua inglesa. Aí eu mantive a sonoridade do nome, trocando o "i" por dois e's. Aí acabou ficando meio "loja de abelhas", o que eu não acho totalmente ruim, hehe. 

Por qual motivo optou em lançar esse projeto cantando músicas em inglês?

Eu sempre escrevi uma músicas em inglês, mas nunca tinha levado isso muito a sério. Não sei ao certo quando que eu decidi que seria em inglês. Acho que foi quando estava começando aquela febre do MySpace, em 2005-2006 e eu queria entrar em contato com o pessoal das bandas que eu ouvia muito na época, tipo Mae, Copeland e Anberlin. Aí gravei um cover de Copeland e lancei-o no MySpace.com/beeshopmusic. Tudo começou ali. Aí comecei a escrever músicas nessa linha indie-acústica e os fãs de Fresno, e pessoas que nem eram tão fãs assim foram curtindo. Aí peguei gosto pela coisa e passei a escrever em inglês com maior frequência. Não sei se é mais fácil, talvez seja, pois o rock que a gente ouviu a vida inteira era feito em inglês

Quais são as suas influências para este projeto solo?

Esse disco teve influências que abrangem coisas totalmente distantes, como bandas oitentistas como New Order, The Cure, até clássicos como Queen e Beatles, passando por sonoridades mais atuais, tipo Dallas Green, Copeland, etc. Então, basicamente, o disco é uma salada de todas as bandas que eu ouvi nos últimos 15 anos. É muita coisa. Chega a ser difícil de acompanhar.

De onde vem suas inspirações para compor suas músicas?

Escrever é como uma terapia pra mim. Eu transformo meus problemas numa espécie de mantra que eu canto tantas repetidas vezes, que eles acabam por ser melhor ‘digeridos’, na minha cabeça.

Você pretende seguir turnê pelo país com esse projeto?

A minha intenção com o Beeshop é divulgar o disco fazendo alguns shows em cidades específicas, pra mostrar o trabalho, que é uma outra faceta minha como músico e compositor. É uma realização pessoal, que eu fiz no meu tempo livre, e para a qual eu dedicarei o meu tempo livre. A prioridade será sempre a Fresno.

Será possível conciliar esse projeto com a agenda da banda Fresno?

A Fresno está trabalhando como nunca. Jamais trabalhamos tanto, como estamos trabalhando nesse disco que está sendo gravado desde janeiro. Um processo lento e minucioso, no qual estou depositado cada gota do meu sangue, pois quero que seja a nossa obra-prima. O álbum, por enquanto, se chama "Revanche" e tem 13 músicas. Conciliar os dois projetos será uma coisa que vai depender da minha saúde mental e física, pois sei que seria sobre-humano levar com o mesmo empenho as duas coisas

Os integrantes da banda tem apoiado você neste projeto?

Não só, como eles também tocaram no CD, ajudaram em muita coisa no estúdio. Não tem como ser diferente.

É verdade que este disco será distribuído fora do país?

Ainda não temos nada acertado.

Com esse trabalho você espera atingir outros públicos?

Por enquanto, o público do Beeshop é composto por fãs de Fresno. Mas quando eu terminei de fazer o disco, eu percebi, e meus amigos mais próximos também, que as músicas têm grandes chances de cair no gosto de um pessoal mais adulto, que gosta de ouvir algo mais suave no player do carro, assobiando. Já mostrei pra algumas pessoas sem dizer que era eu cantando e as pessoas realmente acreditavam que se tratava de um novo hype americano. Bom, mas isso é uma coisa que somente o tempo dirá.

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Por Thiago Camilo
Jornalista Portal Show